Maria de Fátima Barreto Michels
Almoçava, chegava ao portão
e berrava boca afora:
- Vamos jogar taco?
Determinada que só ela
nos seus nove anos!
Eram tardes inflamadas
de algazarra sol e o taco,
comendo solto, na rua tomada
Havia uns 5 meninos,
uma menina e ela
A mandona!
De repente os hormônios
batom, brincos, salto alto
e aquela lindeza de moça
Agora quando ela passa,
eles, na orfandade, sonham,
se acham e berram boca adentro:
- Confio no meu taco!
