Dulce Claudino
Garbosa, faceira, misteriosa... Ares de dama? Princesa? Rainha? Pertence ou espia a Corte?
A menina a observava de longe, descansada numa touceira alta de capim, pernas cruzadas, mãos ao queixo, olhos fitos em Sua Majestade. A majestosa, requebrava num pé só feito Saci-Pererê, ostentando seu vestido verde, balonê.
- Vejam só, balbuciava a garota, tão exibida e as pernas roliças cobertas por um manto negro de verrugas de tamanhos diversos. Continuando o monólogo, sem plateia, a não ser uma fileira de formigas carregadeiras, que transitavam o caminho, alquebradas ao peso das folhas às costas.
-Vou me aproximar. Quem sabe um vento matreiro não arranca com seus dentes pontiagudos uma daquelas grandes verrugas e eu, prazerosamente, a transformo em bola de gude ou pingue-pongue. Devagarinho foi se achegando. Olhou de relance para cima e o queixo despencou ao encarar o interior de Sua Majestade.
-Ah...o que Ela esconde sob o seu vestido verde balonê !!! As narinas pronunciaram-se em cacoetes inalando o aroma provindo das entranhas de Sua Majestade. Como agir? Remover suas verrugas e chupá-las saboreando a polpa suculenta? Engolir ou não os caroços? Cadê coragem! Saiu do torpor ao ouvir zumbidos de invasores.
-Oi...Tem alguém aí? Preciso de ajuda. Estou agarrada às pernas de...
Começou a colheita. As mãos se cruzavam na árdua labuta. Sorrisos debruçavam-se às alças dos cestos repletos dos frutos frescos da jabuticabeira.
A menina a observava de longe, descansada numa touceira alta de capim, pernas cruzadas, mãos ao queixo, olhos fitos em Sua Majestade. A majestosa, requebrava num pé só feito Saci-Pererê, ostentando seu vestido verde, balonê.
- Vejam só, balbuciava a garota, tão exibida e as pernas roliças cobertas por um manto negro de verrugas de tamanhos diversos. Continuando o monólogo, sem plateia, a não ser uma fileira de formigas carregadeiras, que transitavam o caminho, alquebradas ao peso das folhas às costas.
-Vou me aproximar. Quem sabe um vento matreiro não arranca com seus dentes pontiagudos uma daquelas grandes verrugas e eu, prazerosamente, a transformo em bola de gude ou pingue-pongue. Devagarinho foi se achegando. Olhou de relance para cima e o queixo despencou ao encarar o interior de Sua Majestade.
-Ah...o que Ela esconde sob o seu vestido verde balonê !!! As narinas pronunciaram-se em cacoetes inalando o aroma provindo das entranhas de Sua Majestade. Como agir? Remover suas verrugas e chupá-las saboreando a polpa suculenta? Engolir ou não os caroços? Cadê coragem! Saiu do torpor ao ouvir zumbidos de invasores.
-Oi...Tem alguém aí? Preciso de ajuda. Estou agarrada às pernas de...
Começou a colheita. As mãos se cruzavam na árdua labuta. Sorrisos debruçavam-se às alças dos cestos repletos dos frutos frescos da jabuticabeira.
