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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

SONHO DE NATAL

Maria Heloísa Fernandes



Quando deitei, já era mais de 23 horas.
Olhei pela janela, uma lua brilhante emanava seus raios sobre meu lençol. Fiquei olhando fixamente, mas tive que rapidamente esfregar meus olhos, pois jurava ter visto uma linda estrela correr no céu, e atrás dela Papai Noel em seu trenó.
Brincadeira comigo mesmo!
Claro que isso não seria real. Imaginem só!
Lembro que deixei de acreditar em Papai Noel lá pelos meus oito anos de idade, quando vi papai e mamãe levando meu presente para a árvore de natal. Lembro também que naquela noite fiquei muito triste por saber que o encanto havia acabado, mas logo me animei porque achava mesmo que aquilo aconteceu porque estava virando gente grande.
Agora, olhem só, que coisa doida é essa? Só poderia ser coisa de minha imaginação. Esfreguei mais uma vez meus olhos, e olhei arregalada para aquela noite de luar, e novamente lá estava ele, o velhinho mais amado e querido pelas crianças em seu trenó com suas renas mágicas a passar defronte a lua.
Nossa, acho que enlouqueci! Só pode ser isso, ou de certo foi aquele patê de fígado do jantar?
Olhei novamente à janela e agora só avistei um lindo dia de sol, quando meu despertador me acorda às 7 horas da manhã de mais um dia de Natal.
As crianças do bairro desfilam com seus brinquedos, que Papai Noel lhes trouxe nesta noite de Natal.
Certamente estavam mesmo naquele trenó!
Feliz de quem acredita nisso!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O PRESENTE DO PAPAI NOEL

Jacqueline Aisenman



Acordaram e não viram o menino. Procuraram pela casa toda e nada. O desespero já começara a se instalar quando encontraram um bilhete perto da árvore: Mamãe, papai, já volto. Fui levar um presente para o Papai Noel. Assinado: Joel. Agonia completa! Presente para o Papai Noel? Que loucura era esta? De repente a porta se abre e ele entra, de pijamas, um pouco amassado e todo sorridente. Corre abraçar os pais ainda sem fala e sem espera começa a falar: Lembram ontem quando fomos à missa? Ele estava lá, lá na calçada o Papai Noel. A barba estava muito suja, a roupa puída e só o chapéu e o sininho na mão fizeram que visse que era realmente ele. Ah, e o saco ao lado dele. Era o Papai Noel. Fora falar com ele mas ele estava pedindo comida para os passantes com o saco vazio estendido. Foi quando pensou que desta vez ele tinha que ser o Papai Noel para aquele velhinho que todo ano vinha trazer coisas para ele no Natal. Mudos e estarrecidos os pais não conseguiam dizer palavra alguma. Mas o menino terminou seu discurso dizendo, todo feliz: Levei a comida do jantar, a estrela da árvore e aquelas roupas que o papai disse que não queria mais. Mamãe, papai, vocês não podem imaginar a felicidade dele! Disse que eu viesse pra casa correndo que meu presente ia estar aqui... Mas agora que o conheci pessoalmente nem preciso mais de presente! E naquela manhã de Natal três pessoas festejaram dentro de casa o que o Papai Noel festejava sozinho na rua: um Feliz Natal!